segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Identidade...


No  registro de nascimento,
a cor da pele deve-se declarar.
Declara-se ser pardo, moreno, branco,
mas, a cor negra, quase todos querem negar.
Negar o que estar na pele,
e  que é fácil enxergar.
Aos olhos que olham  mas, não vêem,
a alma que se encontra lá.
A sociedade insiste em discriminar,
negando direitos conquistados,
em anos de lutas,
para seu espaço ocupar.
Injustiçados pelo tempo,
procurando a todo o momento,
resgatar sua história,
sufocada  cada dia ,
sem ser retirada da própria memória.
                                                         (Silvia da Matta Virgem Gomes)

domingo, 2 de outubro de 2011

Falar é o mesmo que dizer? (Silvia da Matta)


Podemos dizer coisas sem falar o que realmente queremos, e com a criança  acontece o mesmo.
Eles dizem o que são questionados e muitas vezes, são impedidos ou poupados do falar, onde se podem expressar seus sentimentos.
Eu posso dizer muito e não falar, não me deixar ser entendida.
Falar, é você se comunicar também nas entrelinhas, usando uma simples frase, por exemplo; AMO VOCÊ!.
Dizer pode ser uma repetição, algo insignificante, sem expressão, sem argumentação, uma simples resposta, por exemplo; EU TAMBÉM AMO VOCÊ! Mecanicamente.
O aluno precisa falar e falar para ser ouvido e entendido, para que o seu processo de aprendizagem seja favorável em seu cotidiano.
( Resumo  do cap. “Falar e dizer são sinônimos?" Celso Antunes)

sábado, 1 de outubro de 2011

Despedida... (Maria Rita)

"...Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica.
Me dê um abraço venha me apertar, tô chegando...
A hora do encontro é também , despedida.
A plataforma dessa estação,
é a vida desse meu lugar,
é a vida desse meu lugar, é a vida!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Educação mal vestida



"Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e, de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranqüilidade o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?!
Ríspida, redargüiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?!
- Como?! O senhor?! Com essa roupa?!…
- Ah! Senhora! Desculpe-me! pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta…
- Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que… vestido assim, o senhor nem parece um médico…
- Veja bem as coisas como são – disse o médico – as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegar, tão bem vestida, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um “boa tarde!”
Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito…
Um dos mais belos trajes da alma é a educação."


"Fessora..."

Eu ainda não sei bem,
as regras gramaticais; conjugar verbos, problemas,
concordância nominais.
Mas falo minha língua e podemos ser iguais.
Sua escola está distante do meu mundo de fantasias.
O que faço está errado,o que penso é heresia.
Diderencio o canto das aves, converso com animais.
da terra tiro o sustento, alimentos naturais.
converso, participo, discuto sem formas gramaticais.
Sua escola é muito grande, pro meu mundo de menino.
Tanto espaço, quantas normas!
Tantas pessoas por perto, mas sempre estou sozinho.
Minha letra não agrada, meus versos não rimam.
Somos mundos tão distantes,nossos sonhos não combinam.
Melhor não perder tempo.
Prefiro uma escola que me aceite como sou,
que oriente para vida,
sem moldes, sem opressor,
onde exista respeito, carinho e amor.
                                         (Revista mundo Jovem? out. 1995.)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Que cor sou eu?


Que  cor eu sou?  ( Cristina Jacó )

Quando eu nasci o médico disse que eu era um mulato.
Mas meu pai me registrou colocando a minha cor de pardo.
A minha tia disse que eu sou um lindo moreno jambo, os meus colegas
me chamam de negrinho dos “beiço virado”.
Com tanta denominação, cria na minha cabeça uma grande confusão.
E às vezes paro a me perguntar.
 Que cor eu sou?
Na minha família,tem uma variação de cor, o meu pai é um negão,a minha
mãe diz que ela é mulata. Às vezes parece que eles têm medo ou vergonha
da sua bela cor e fica inventando nome para ela.
Mas,a minha avó me chama de menino da cor de chocolate. E eu me pergunto:
Que cor é essa?
Já pesquisei e não encontrei ninguém com esta cor, as vezes parece que eles têm medo ou vergonha da sua bela cor e fica inventando nome para ela, e aí eu volto a me perguntar:
De que cor eu sou?

Educação não tem cor...

"Ele é tão educado que parece branco!"
Ser educado,não depende da cor da pele.Educação vem de "berço".
O ser humano, desenvolve-se de acordo ao meio onde está inserido e vou mais além, ele já tráz sua educação  em seu espirito.
Seja ele, branco, preto, amarelo ou índio, seja ele rico ou pobre, vai do caráter de cada um.
Essa imagem do negro, marginal , mal educado, está na cabeça de pessoas pre julgam os outros só pelo simples fato que é,a cor da pele
Quando todos se verem como complemento do outro, a cor da pele vai ser um  simples detalhe. Pois, somos criaturas, criadas por um único Deus, e este, com sua infinita bondade,dá aos seus filhos as mesmas condições de sobrevivência. ( Silvia da Matta)